demasiado humano



︎Jorge Carvalhal (Coimbra, 1991) vive e trabalha em Lisboa. Cenógrafo, performer e artista interdisciplinar, é finalista de Design de Cena na ESTC - Escola Superior de Teatro e Cinema. Inicia o seu percurso em design de performance ao frequentar a Licenciatura em Artes Plásticas da FBAUP (2010), e trabalha pela primeira vez como cenógrafo em 2012 na peça Talita, encenada por Rodrigo Santos. São de destacar a peça autoral O Beijo (Serralves em Festa’14) e Sancta Víscera Tua (2014) de Jonathan Saldanha. Como membro e presidente do CITAC (2014-2017) entra no contexto da interpretação e produção teatral, onde realiza várias performances e colaborações. É produtor, cenógrafo-figurinista e intérprete de REORG (2015) - Prémio FATAL’16 – encenada por Rodrigo Santos. Faz parte da equipa de adereços da peça vencedora da Bolsa Amélia Rey Colaço, Aurora Negra (2020), co-criação de Isabel Zuaa, Cleo Tavares e Nádia Yracema, e faz Desenho de Luz e apoio a cenografia de Hitchcock Blonds (2020) de Margarida Correia.

︎As obras apresentadas nesta exposição são o reflexo do próprio domínio que engloba as práticas artísticas de Jorge Carvalhal: as artes visuais e o teatro. Dotadas de um realismo fortemente performativo, os elementos que as compõem provêm do cruzamento entre o universo pessoal e íntimo do artista e arquétipos mitológicos e simbólicos pertencentes ao seu imaginário.

︎A transversalidade da sua prática é destacada na sua atenção ao potencial plástico de diferentes materiais, na experimentação multidisciplinar, e numa imagética que promove contaminações estilísticas e temáticas. Do auto-retrato à instalação, Jorge Carvalhal aborda assuntos tão diversos como a performatividade da identidade, metamorfose e mundividência, numa dimensão profundamente afetiva. Demasiado Humano celebra o espaço do indefinível e sublinha a própria complexidade humana, que resiste à especialização e imutabilidade.

 


︎abr-mai 2021